Na noite de sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, por volta das 20h30, uma ocorrência no bairro de São Cristóvão resultou na prisão de um suspeito de roubo e na detenção em flagrante de um cabo da policia militar pelo crime de peculato. A ação teve início após o Centro Integrado de Comunicações (CICOM) registrar uma troca de tiros na Travessa Acalanto, nas proximidades de uma fábrica de pães. No local, as guarnições encontraram um indivíduo, identificado pelas iniciais C. S. N., ferido por disparo de arma de fogo na perna após ter entrado em confronto com um policial à paisana que presenciou a prática de um assalto.
De acordo com a polícia, o suspeito teria vitimado um casal de idosos, identificado pelas iniciais M. N. da C., de 66 anos, e M. F. S. C., de 59 anos, nas imediações de um condomínio residencial. Durante a diligência, uma bolsa contendo um aparelho celular e outros pertences das vítimas foi recuperada e entregue aos militares por populares. O suspeito ferido foi socorrido pelo SAMU e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde foi lavrado o Auto de Flagrante pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso.
A prisão do policial militar ocorreu após o Supervisor Regional do Atlântico identificar irregularidades na comunicação da apreensão da arma utilizada no crime. Segundo o registro oficial, após ser informado por testemunhas de que uma guarnição havia recolhido o armamento do agressor, o oficial questionou as equipes via rádio. Somente após a indagação direta, a guarnição de prefixo 9.4910 confirmou que estava em posse de um revólver calibre .38. O Cabo da PM assumiu a autoria da apreensão, mas não apresentou justificativa plausível para ter omitido a informação durante todo o deslocamento e o atendimento inicial da ocorrência.
Diante da conduta, o policial recebeu voz de prisão de um Major da corporação, no estacionamento do HGE e foi conduzido à Corregedoria Geral da PM para a adoção das providências legais. O material apreendido, que incluía o revólver com quatro munições deflagradas e o celular recuperado, foi apresentado na Central de Flagrantes. A ocorrência destaca ainda que as câmeras de corpo (CCOs) da guarnição do supervisor estavam em pleno funcionamento, enquanto a equipe envolvida na omissão mantinha os dispositivos em modo de gravação de rotina, em desacordo com as orientações operacionais de acionamento intencional para ocorrências policiais.











